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Mostrando postagens de 2016

Eu, hum mil de mim.

Me derramo em poesia, e de repente brotam palavras. Talvez o peito tivesse calado demais. Tantos números, que me perdi. A luz virou fotografia, A palavra, poesia. Os números passaram só para um coeficiente. A arte floresce. A criatividade suprimida pela necessidade. E no ócio, ou não, surge a vontade. E me derramo sendo mil vezes eu. Aquele que conta, Canta e floresce. Em canto, em conta.

Minas, menina

E tu minas menina? Tão moça que fascina. De sonhos e de pó, O destino de um só feito eu, perdido em pensamento. Daquele que inquieta no sangue, e renova no peito, a fé e a simplicidade de antes. E se entrega em modernidade, Bem fundada em um passado de austeridade. A força do café lavrado no vermelho desta terra, E o queijo pastando na serra, Erra caminho, pão de queijo, tropeiro. E no quiabo, orapronobis, o sangue, molho pardo. Parda pele, Seco palo. E café, com a fé, Que mora no peito. Moradia de uma esperança sem jeito, que insiste em ali viver. Diamante dos olhos menina, de serenatas ao luar, divina. E das terras Tiradentes, E do seu jeito envolvente. Menina já idosa num corpinho renovado. Daquela que arreda tudo pra lá, Pra dar um cadinho de espaço, Para o que é novo entrá. Vai lá, capaz que se encanta. Vive essa terra que dá de cumê, E planta seu peito nessa inquietude, De deixar regar o que tá bom, e não se aquetar com o que lhe pede acude....

Sorriso

De alguma forma teu sorriso me move. Me motiva. Me emociona. Pensava que não sorriria mais assim. Desta forma meio bobo. De piadas inocentes, Regadas a um pouco de provocação. Tio do pavê, de piadas de um domingo qualquer. Novamente encontrei quem queria ser.

Nossa canção, ou não

Hoje ouvi a nossa música. Acabei percebendo que havia muito tempo que não ouvia aquela banda. Aquele CD específico e mais ainda aquela música. Nem muito bem sabia porque. Sempre me recordava das linhas de baixo que me estampavam um sorriso no rosto. Aquele ritmo que me embalava a alma. E a letra?? Nossa, costumava cantar baixinho, como um hino sussurrado para a eternidade. Soprado pra ir voar bem longe. Alcançar todos os 4 cantos do mundo e conquistar o universo. E de alguma forma era mais que o universo inteiro. Por dias algumas lágrimas caíam ao ouvir este som. Outras vezes um sorriso. Tentas vezes muito mais complexo, os dois. E não sei porque o teatro me veio à cabeça, mas dessa vez sem a menina. O balaio ficou pra trás. Talvez curtiu ficar sobre a grama após ser usado num pique-nique. Ficou la sendo sol e chuva e acabou voltando para a terra. O que um dia esteve cheio, mas nunca pesado de se carregar, hoje é apenas só um balaio. O baixo ainda move. Mas é música, não mais amor....