Dos meus olhos castigados como solo árido de deserto começava a brotar gotas de vida. Uma a uma se punham a postos para escorrer por minha face, até atingir meus dentes semi-cerrados. Na minha boca sentia uma mistura de doce e salgado. Aquilo que representava meu ódio e meu alívio. Uma efusão de sentimentos que brotavam do meu peito. Me rasgava alma aquela antítese. Não sabia como existir, e como morrer ao mesmo tempo. Me findo em meu prando. Parte-me a alma. Mate-me tais lágrimas, que são féu, e que são mel. Findo ser, sendo findo, em prantos chorados.
Onde todo pensamento tem o direito de existir