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Eu, hum mil de mim.

Me derramo em poesia,
e de repente brotam palavras.
Talvez o peito tivesse calado demais.
Tantos números, que me perdi.

A luz virou fotografia,
A palavra, poesia.
Os números passaram só para um coeficiente.
A arte floresce.

A criatividade suprimida pela necessidade.
E no ócio, ou não, surge a vontade.
E me derramo sendo mil vezes eu.

Aquele que conta,
Canta e floresce.
Em canto, em conta.

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