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Mostrando postagens de abril, 2016

Minas, menina

E tu minas menina? Tão moça que fascina. De sonhos e de pó, O destino de um só feito eu, perdido em pensamento. Daquele que inquieta no sangue, e renova no peito, a fé e a simplicidade de antes. E se entrega em modernidade, Bem fundada em um passado de austeridade. A força do café lavrado no vermelho desta terra, E o queijo pastando na serra, Erra caminho, pão de queijo, tropeiro. E no quiabo, orapronobis, o sangue, molho pardo. Parda pele, Seco palo. E café, com a fé, Que mora no peito. Moradia de uma esperança sem jeito, que insiste em ali viver. Diamante dos olhos menina, de serenatas ao luar, divina. E das terras Tiradentes, E do seu jeito envolvente. Menina já idosa num corpinho renovado. Daquela que arreda tudo pra lá, Pra dar um cadinho de espaço, Para o que é novo entrá. Vai lá, capaz que se encanta. Vive essa terra que dá de cumê, E planta seu peito nessa inquietude, De deixar regar o que tá bom, e não se aquetar com o que lhe pede acude....