Pular para o conteúdo principal

Minas, menina

E tu minas menina?
Tão moça que fascina.
De sonhos e de pó,
O destino de um só
feito eu, perdido em pensamento.

Daquele que inquieta no sangue,
e renova no peito, a fé e a simplicidade de antes.
E se entrega em modernidade,
Bem fundada em um passado de austeridade.

A força do café lavrado no vermelho desta terra,
E o queijo pastando na serra,
Erra caminho, pão de queijo, tropeiro.
E no quiabo, orapronobis,
o sangue, molho pardo.
Parda pele,
Seco palo.

E café, com a fé,
Que mora no peito.
Moradia de uma esperança sem jeito,
que insiste em ali viver.

Diamante dos olhos menina,
de serenatas ao luar, divina.
E das terras Tiradentes,
E do seu jeito envolvente.

Menina já idosa num corpinho renovado.
Daquela que arreda tudo pra lá,
Pra dar um cadinho de espaço,
Para o que é novo entrá.


Vai lá, capaz que se encanta.
Vive essa terra que dá de cumê,
E planta seu peito nessa inquietude,
De deixar regar o que tá bom,
e não se aquetar com o que lhe pede acude.

Nessas minas de dor e amor.
De sonhos e de fé.
Vive moça e se dá toda.
E é recatada como só ela é.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Calma

Teu sorriso me acalmou, Me mostrou de novo o que é ter paz interior. Contagiou minha vida. E de repente era novamente, Apenas uma pessoa feliz.  

Maria Cecília

Lhe entendo! Há muito medo. Almas tristes vivem na solidão. A poesia cotidiana ao som de um fado rasgado. Sempre fui poeta de sofrimento. De ferida aberta, que é assim mantida. A palavra arredia é muito mais palavra.  A dor é muito mais sentimento. Belo, profundo e poético. A palavra que escorre como lágrima. A dor que consome em cada página. O Belo é muito mais que belo, Se a canção é de dor. Se o tom é menor. Por ele tu deste a vida, E de ti resta palavra. Deixaste o Melhor presente, Um discípulo de Deus, Matheus.