há muito tempo não postava por aqui, as vezes por não ter tempo, outras vezes por não ter mesmo o que escrever. O irõnico é que muitas vezes não tinha tempo mas tinha muito para escrever e quando arranjava um tempo para atualizar… Não sabia mais o que escrever. A imaginação é uma criança levada, que corre quando tentamos pegar. Levada e graciosa, angelical e teimosa. Hoje não sei sobre bem o que estou escrevendo, apenas vi algumas fotos, que me trouxeram lembranças. Coisas de criança, de brincar na praça, de subir nas goiabeiras para robar frutas, que na maioria dos casos não estavam boas, mas o divertimento por si só valia a pena.
Tive muitos momentos sozinhos, mas outros maravilhosos acompanhados de pessoas que eu amo. Dias na casa da vovó, com a primaiada correndo e a doce e graciosa avó gritando para não corrermos dentro de casa. Ela gritava tentando fingir-se de brava, mas em seu peito só a alegria de ter todos sob seus olhares. Avó é açúcar, balas, carinho, cafuné… enfim doçura pura.
Saudades e muito mais do que isto. Fotos são imagens do que somos. De nosso carinho, de nosso amor. Um passado do nosso presente e futuro. Fotos marcam, mas marcam mais as memórias, seja do perfume de uma rosa ou de uma mulher por quem nos apaixonamos. A vida é feita de saudade e no passado deixamos o que queremos pela frente. O carinho que damos desejamos receber, mas o damos por nós mesmos, sem compromisso de devolução. Saudades é o que demos de peito aberto, de alma pura e verdadeira.
Saudade é o que valeu a pena. o que foi conquistado com suor. É o amor que mesmo após perdermos vimos que valeu a pena. O que nos contrói, fortalece e nos faz sermos quem somos.
Não sei aonde vou chegar com, mas a saudade vai me levar para a felicidade até ao momento que eu esqueça tudo.
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