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o pranto

Dos meus olhos castigados como solo árido de deserto
começava a brotar gotas de vida.
Uma a uma se punham a postos para escorrer por minha face,
até atingir meus dentes semi-cerrados.

Na minha boca sentia uma mistura de doce e salgado.
Aquilo que representava meu ódio e meu alívio.
Uma efusão de sentimentos que brotavam do meu peito.

Me rasgava alma aquela antítese.
Não sabia como existir,
e como morrer ao mesmo tempo.

Me findo em meu prando.
Parte-me a alma.
Mate-me tais lágrimas,
que são féu,
e que são mel.

Findo ser,
sendo findo,
em prantos chorados.

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